Sexta, 30 de Julho de 2010.
       
15/04/2008

Incubatep é Destaque na Imprensa



http://www.pernambuco.com/diario/2008/04/13/empregos3_0.asp

Incubadora, o princípio do  negócio

 

Incubadas contam com infra-estrutura de secretária, internet, salas de reuniões climatizadas, assessoria jurídica e aparelhos de fax
Eduardo Costa
Da equipe do Diario


Na última semana, no prédio do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), na Cidade Universitária, houve um curioso "vestibular", tão concorrido quanto esses que fazem todos os anos jovens recém-saídos do 2º grau se descabelarem: 18 projetos empresariais estavam concorrendo a apenas seis vagas dentro da Incubatep, a mais antiga incubadora de empresas do estado, pertencente ao instituto e funcionando dentro de suas dependências.


Geraldo de Magela contabiliza uma taxa de sobrevivência das empresas que por lá se incubaram de 60%. Foto: Juliana Leitão/DP
As seis novas "incubadas", como se chama a empresa que é acolhida em um desses centros, irão se juntar, em breve, a outras 21 já presentes por lá, tendo, por isso, toda a infra-estrutura necessária para se começar um negócio. Infra-estrutura essa (como secretária, internet, salas de reuniões climatizadas, assessoria jurídica e aparelhos de fax), que, muitas vezes, não teriam condições de arcar sozinhas.

"A maior parte dessas empresas, mais de 90%, é formada por jovens saídos das universidades. Eles têm um enorme domínio da técnica e idéias inovadoras, mas muito pouco conhecimento administrativo", disse o gerente da Incbatep, Geraldo de Magela Catão, que informou ainda que, desde 1991, quando foi criada a incubadora do Itep, a taxa de sobrevivência das empresas que por lá se incubaram é de 60%, considerada alta em um país em que tantas morrem logo no primeiro ano de criação.

Uma das sortudas a passar nesse último "peneirão" da Incubatep foi a EngeBio, especializada em engenharia hospitalar. Jairo Pereira, um dos sócios, contou que a empresa existe desde o final de 2004, quando ele retornou de um mestrado nessa área feito na Universidade de Campinas (Unicamp). "É uma área ainda a ser explorada. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, determina numa resolução, inclusive, que haja um engenheiro hospitalar para cada 100 leitos de um hospital, o que nem sempre acontece pela falta de profissionais", disse.

De acordo com ele, o mais importante de ser incubado é o respaldo no mercado. "Nossa empresa não é conhecida. A Incubatep dará um prestígio, como se fosse um selo de qualidade. Além disso, nos permitirá desenvolver novas ferramentas para a área. Pretendemos montar por lá um laboratório de calibração de equipamentos", afirmou Pereira.

Se quem ainda nem entrou já está entusiasmado com as possibilidades de um ambiente de incubação, quem já está dentro quer até mesmo ficar mais um pouquinho. É o caso da Mekatronik, uma empresa de desenvolvimento de equipamentos para a indústria pesada, há dois anos e meio dentro da Incubatep (e que já está no processo de "desincubação). "Vamos apresentar, aliás, um novo projeto de inspeção visual, com câmeras inteligentes e capazes de reconhecer padrões não percebidos pelo olho humano, para continuarmos aqui", afirmou um dos sócios do grupo, o engenheiro mecatrônico Rodolfo Valença.

Para ele, além da visibilidade de se estar numa incubadora, o custo baixo de suas operações é fundamental para quem está começando (paga-se em torno de R$ 500 pelo uso do local). "Não teríamos condições se não tivéssemos dentro de uma incubadora. Nossos projetos demandam um custo alto", afirmou ele, que apontou também a integração empresarial como uma das vantagens. "Outro dia mesmo precisamos de um software gerencial e encontramos o melhor programa que poderíamos ter em uma empresa vizinha a nossa aqui na Incubatep", disse. Ou seja, é quase uma espécie de "comunidade hippie de empreendedores", concluiu.

Serviço

Incubatep: (81) 3272-4399.
Mekatronik: (81) 3272-4212.
Incubanet (rede de incubadoras do estado): (81) 3134-5109.
Sebrae-PE: (81) 2101-8400.