Trata-se da primeira rodada de um projeto que, se atingir sua meta para os próximos quatro anos —beneficiar 5.400 empresas, com um investimento total de R$ 1,3 bilhão— será o maior da história da instituição.
O dinheiro será usado para estruturar planos de negócios e desenvolver novos produtos e serviços dos empreendimentos selecionados.
"O objetivo é transformar idéias em novos negócios", afirma Eduardo Moreira da Costa, diretor de Inovação da Finep. "É para o empreendedor que tem uma boa idéia e não tinha o incentivo para arriscar. Vale tanto para estudantes como para profissionais."
COMO PARTICIPAR
Para se inscrever no Prime, os candidatos devem se informar na incubadora da sua região; veja lista
FIPASE (SP)
CIETEC (SP)
FVE/UNIVAP (SP)
FUNCAMP/INCAMP (SP)
COPPETEC/COPPE (RJ)
PUC-RIO/Instituto Gênesis (RJ)
BIO-RIO (RJ)
FINATEL/INATEL (MG)
BIOMINAS (MG)
FUMSOFT (MG)
PUC-RS/RAIAR (RS)
FAURGS/CEI (RS)
CERTI/CELTA (SC)
INSTITUTO GENE (SC)
CIDE (AM)
PAQTC (PB)
CISE (SE)
CESAR (PE)
A Finep, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, assinou nesta quarta-feira convênio com 18 incubadoras-âncoras, que farão a seleção das empresas a serem beneficiadas.
O contrato tem valor total de R$ 249 milhões, sendo R$ 241,8 milhões como subvenção para as empresas inovadoras e R$ 7,2 milhões como remuneração para as incubadoras.
Para particiar, os candidatos devem se informar nos sites das incubadoras da sua região (veja quadro ao lado).
Batizado de Prime (Programa Primeira Empresa Inovadora), a iniciativa já vinha sendo gestada antes da crise e não tem o objetivo de contrabalançar os problemas imediatos de crédito enfrentados por pequenas empresas.
"Vamos gerar novas empresas que vão impulsionar o mercado. O efeito vai aparecer daqui a dois ou três anos", afirma Costa.
A explicação é que as empresas beneficiadas pelo programa precisarão aprender a se organizar com regras de governança corporativa. O Prime inclui o treinamento dos empreendedores e dos administradores das empresas.